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Mostrando postagens de Junho, 2013

And it's called happiness.

Eu tinha que ter dormido mais cedo. Mais de 1h e eu estava assistindo Crepúsculo, conversando no Facebook e ligando cinco alarmes: 6h20min e um a cada dois minutos. Acordei num calor que não cabia em mim, desisti de fazer o cabelo na hora. Eu não ganharia nem um pontinho por aparecer linda e estonteante numa sala com vinte e cinco pessoas nervosas e sonolentas. Me entupi de café.
Sentei na cadeira e orei. Se eu não me ajudei, estudando, que Deus me ajudasse, num lindo ato de misericórdia. Fiz a prova com uma calma nunca vista em vestibulares anteriores. Três horas de prova, gabarito em mãos, celular fora do saquinho. Tudo certinho, moça. Boa tarde.
Ligo pro táxi (que bairrozinho mais deserto, vou te contar), espero num sol de rachar. E eu ainda pensei em sair de casaquinho. Chego em casa, tento pensar em outras coisas. Na casa muito bagunçada, quem sabe? Duas e quinze, gabarito postado.
Dez acertos. Quinze acertos. Vinte acertos. Meu Deus, faltam só cinco pra pontuação mínima e ainda tô …

A chave

Era uma cidade forte. Muralhas, guardas, armadilhas e muitos soldados. A cidade ficava dentro do peito, mantida em segurança, impenetrável. O maior inimigo nunca passou da terceira porta.
Lá fora, bem no fundo da floresta, havia uma pequena caixa de madeira com uma chave de ouro. Era a chave da cidade. Abria o peito, as portas, desarmava as armadilhas, fazia sumir os guardas.
No topo da fortaleza, havia uma menina. Desde que descobriu o segredo da caixa, sua existência e seus segredos, vigiava sua cidade pela sacada, todos os dias, a espera de um príncipe valente que enfrentasse a floresta e seus perigos para lutar pela caixa. E por ela.
Mais um pôr-do-sol. O príncipe não apareceu. 
Mas ele viria, ela sabia. Um dia.

Only happy when it rains

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Eu sempre fico feliz quando chove. Gosto do barulho da chuva no telhado do vizinho, de olhar pela janela e ver toda aquela água, do cheirinho de terra do quintal de trás, das bananeiras molhadas, de andar de meia pela casa, beber leite quente e me enrolar no edredom feito um bichinho felpudo.
Gosto da chuva porque parece o céu chorando. E como eu gosto de chorar! Porque parece que o céu tá desabafando anos de tristeza contida, sapos engolidos e paixões perdidas. 
Gosto da chuva porque o céu fica mais sensível e perto de mim.