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Nota 7

Daí que me surpreendi quando Felipe disse, em palavras mais gentis, que sou uma pessoa muito mais legal agora. Eu só desconfiava, mas ouvir de alguém que me conheceu antes de eu me tornar essa pessoa foi particularmente agradável.
Eu desconfio que tenha sido a universidade. Ando com preguiça de mimimis, sem paciência com essas coisas que tiram meu sorriso. Não lembro da última fase em que fui tão comunicativa e divertida - nem mesmo quando tentei ser uma bridesmaid divertida.
É legal olhar pra trás e ver o que eu deixei cair. A insegurança fora do comum, a antipatia, o medo de mostrar quem sou, minha sociabilidade precária. Tão legal que às vezes eu paro e digo: agora eu sei porquê Fulana não gostava de mim. Ou: tá explicado.
Eu sempre mudo de humor quando corto o cabelo.

Até logo

Agora minhas duas mamães estão no céu.
Desde pequenininha, eu sempre te pedi pra fazer a minha canja. Às vezes você reclamava, dizia que tava com preguiça, mas era só eu insistir que você fazia. Você sempre passava aqui em casa antes de ir pra Caxias.. aliás, você ia todos os dias, pra ficar de amnésia olhando as lojas e comprando tudo. Ah, e o seu lanche, claro. Ir em Caxias e não fazer um lanche na Coruja não te deixava satisfeita. Você e João me carregavam pra todos os lados quando eu era menor. Pra igreja, pros congressos, em viagens. Eu ia à sua casa todos os dias, e você ou ele sempre estavam lá, o rádio sempre ligado. Eu reclamava com meu pai que tava resfriada, com dor, passando mal, e ele dizia: "Pede pra sua tia te levar no médico!" Ou quando dava tiro e eu ficava com medo e logo te ligava. Mas eu mal sabia que eu te levaria ao médico, cuidaria de você, te daria banana amassada na boca.. Quem tanto cuidou de mim, também precisou dos meus cuidados.
Agora não tem mai…

IFCH

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É claro que eu sempre sonhei em ir pra universidade. Quando estava na quarta-série, me mandaram pra uma turma de portadores de altas habilidades. Desde então, meus professores e minha família sempre diziam que eu iria longe, era muito inteligente etc. Não sei por quanto tempo acreditei nisso.
No ensino médio eu estava tão sufocada com a rotina integral, que ainda não pensava muito na universidade; só queria sair dali viva. Me formei, alguns amigos passaram pra Pedagogia, e foi aí que me bateu a tristeza: eu não passei pra nada. Perdi o último ano sem sequer pensar no vestibular. Pra piorar, no dia anterior à prova - pra qual eu não tinha estudado -, o meu namoro tinha acabado. Não passei. Por um ponto, não passei, a cabeça lá longe. 
Então 2013 veio, e meu único pensamento era: eu preciso passar. Mas já contei essa história. O vestibular passou, eu passei, fim.
Mas é que hoje já é dia 8. Já faz mais de um mês que fiz minha pré-matrícula. Faltam 8 dias pra eu entrar na UERJ e sair de lá t…